Salvemos a cl?nica Manifesto pelas pr?ticas e forma??es cl?nicas Assinar a peti??o - Ver os signat?rios http://www.sauvons-la-clinique.org/ Peti??o aberta aos profissionais, institui??es e cidad?os, Ap?s o desaparecimento da psicopatologia e da psican?lise da forma??o dos psiquiatras em pr? de variantes neurobiol?gicas e comportamentalistas, ? a forma??o dos psic?logos cl?nicos que hoje est? no alvo das inst?ncias de habilita??o da forma??o. H? v?rios anos, os universit?rios que se dedicam a essa forma??o v?em ampliar no aparelho do Estado a vontade de domina??o dos part?cipes da elimina??o da psican?lise e da psicopatologia, de todos os n?veis das organiza??es qualificadoras de ensino e pesquisa. A nova configura??o que emergiu recentemente n?o deixa mais d?vida sobre essa vontade que n?o mais se mascara. ? a ?ltima etapa de uma corrida contra o rel?gio cujo fim, em breve, se torna previs?vel. Ao mesmo tempo, nas institui??es de tratamento, constatamos que a presen?a da psican?lise ? o campo de uma luta na qual os simulacros administrativos, a engenharia da avalia??o, a medicaliza??o sistem?tica e exclusiva, os dispositivos de isolamento dos sintomas e de seu tratamento expeditivo ca?am regularmente a cl?nica da subjetividade. Aqui e l?, assistimos freq?entemente aos desmoronamentos locais que resultam de estrat?gias de ass?dio e esgotamento das equipes, ou neutraliza??o violenta por ingest?o ou dispers?o. A psican?lise n?o lida apenas com detratores, mas com uma converg?ncia de processos de demoli??o. N?o ? mais o tempo de sinais assassinos, mas de atos e m?quinas que avan?am com as valas abertas. Diante de tal situa??o, os praticantes nas institui??es de tratamento ps?quico, e os universit?rios que formam as gera??es futuras e mant?m a presen?a existente da psican?lise nas institui??es de pesquisa p?blica devem fazer convergir suas resist?ncias e passar ? inven??o ofensiva. N?o podem mais se contentar em contra-atacar a cada golpe e no isolamento as perfura??es e escava??es de seus terrenos. N?o h? mais crise, mas circuitos integrados de situa??es limites. A ferocidade industrial dos aparelhos tem nomes: despistagem precoce, desvios de comportamento, hereditariedade gen?tica, fatores de risco, fatores de progn?sticos, isolamento dos sintomas, co-morbidade, condicionamento do comportamento, ?ndice de impulsividade, reeduca??o psicoterap?utica, timoregulador, investiga??o, avalia??o, seguran?a ps?quica, etc. A captura das popula??es vulner?veis reduzidas ao uso da sua infelicidade amplia-se cada dia mais. A estandardiza??o dos fracassos da condi??o humana em uma nomenclatura das defici?ncias habita doravante as casas sanit?rias. A desestrutura??o social ? votada ? apura??o policial ou mascarada pelos kits de patologia dos comportamentos. As logomancias investem-se em velar a massifica??o do humano e a mercantiliza??o do vivente. Aceitaremos perambular entre ?os escombros do futuro?? Num certo momento, face ao que acontece, a recusa que se limita ? express?o cr?tica ? v?. Apenas a den?ncia dos inimigos ? derris?ria. Os lamentos nost?lgicos pela restaura??o do mundo de ontem d? d?. O jarg?o do mal estar na cultura ? extensamente usado. Temos, todos, consci?ncia que estamos num movimento extremo dos tempos, do que se chama mudan?a dos tempos. O que significa que n?o se trata de aberra??es ou de desvios a corrigir, mas da subordina??o do sofrimento e do bem-estar ps?quico ?s novas representa??es e dispositivos de governo nos quais a psican?lise seria apenas residual ou nebulosa. A porosidade da esfera pol?tica a esses representantes, a influ?ncia que sofre por grupos interconectados de uma voracidade utilit?ria ing?nua, indicam suficientemente que a solu??o n?o vir? dos governantes que contribu?ram para essa evolu??o. ? preciso ent?o a uni?o devido a gravidade da situa??o para responder a esse desafio da passagem de um tempo a outro. A recusa rigorosa e determinada, aquela que torna solid?rio, passa por compartilhar an?lises que explorem os desregramentos e as combina??es emergentes, tornando comuns a??es e experi?ncias atrav?s de novos pensamentos de resist?ncia. Pela cria??o de um coletivo que permita fazer obst?culo ? pol?tica de liquida??o da cl?nica nas institui??es de tratamento e forma??o. Enquanto praticantes, formadores, pesquisadores e universit?rios apelamos, num primeiro tempo, nossos colegas a juntar suas assinaturas a esse Manifesto pela converg?ncia de resist?ncias. Propomos esbo?ar a prepara??o dos Estados Gerais da Cl?nica atrav?s de uma primeira reuni?o que ter? lugar em Paris, s?bado 30 de junho de 2007, e que ser? acolhida pelo Semin?rio Inter-Universit?rio Europeu de Ensino e Pesquisa em Psicopatologia e Psican?lise (SIUEERPP) [S?minaire Inter-Universitaire Europ?en d'Enseignement et de Recherche en Psychopathologie et Psychanalyse (SIUEERPP)]. Assinar a peti??o - Ver os signat?rios http://www.sauvons-la-clinique.org/